Sobre escravidão na Líbia

Uma Mensagem para nossos Irmãos e Irmãs
na África e na Diáspora

“Esta carta é dirigida aos nossos irmãos, dirigentes e habitantes dos países da África subsaariana, que são caracterizados pela pele escura.

Houve muitas reações e declarações de líderes, políticos, organizações e instituições africanos após uma investigação publicada pelo canal CNN relatando que existem mercados para a venda de africanos de pele escura na Líbia.

Ninguém parou para questionar a validade dessa reportagem, e onde é o mercado? Quando isso aconteceu? Onde estão os alegados escravos?

Ninguém perguntou como a emissora chegou ao suposto mercado, e como foi possível filmar o ‘leilão’? Qual é o propósito do canal americano para transmitir um programa como esse que distorce a imagem de um povo inteiro e o acusa de cometer um crime hediondo, inaceitável para uma mente razoável e contrário a toda lógica?

Podemos encontrar explicações e motivos, para uma emissora dos EUA com propósitos escusos de fomentar a desunião e instigar sedições.

Como resposta às vozes e forças que vêem nisso uma oportunidade de falsificar os fatos e de minimizar as conquistas do povo da Líbia lado a lado com seus irmãos e irmãs africanos nos tempos de ouro da Revolução al-Fateh, cabe esclarecer alguns pontos:

    1. A Líbia, como vocês sabem, foi seqüestrada desde o outono de 2011, e seus recursos estão sendo controladas por gangues criminosas que foram habilitadas pela máquina de guerra ocidental da OTAN, depois de destruir os fundamentos do estado.
    2. A Líbia era o escritório dos movimentos de libertação, que treinou, armou e equipou milhares de jovens nas regiões do sul da África, da Rodésia, da África do Sul, da Namíbia, de Moçambique, da Zâmbia e de Angola, o que lhes permitiu retornar com plena capacidade militar, com conselheiros líbios para lutar nas batalhas pela libertação.
    3. A Líbia ofereceu apoio total à luta de Amílcar Cabral na Guiné Bissau e em Cabo Verde, e enviou oficiais líbios como voluntários para lutar ao lado dele, alguns dos quais ainda são testemunhas vivas entre nós.
    4. A Líbia deu apoio absoluto aos regimes revolucionários e progressistas nos países africanos a buscar a libertação do imperialismo e do neocolonialismo no Congo, Gana, Burkina Faso, Chade e outros.
    5. A Líbia sozinha resistiu ao processo de Barcelona, ​​que tinha como objetivo a separação dos povos de pele clara no norte do Continente, ligando-os ao Mediterrâneo na chamada ‘Organização do Mediterrâneo’, e criou o CEN-SAD em resposta ao processo de Barcelona, para provar a unidade do continente africano.
    6. A Líbia batalhou pela unificação do Continente e pela afirmação de sua liberdade, identidade e dignidade, impulsionando a criação da União Africana.
    7. A Líbia abraçou os movimentos de oposição política africana, apoiando seus programas e encaminhando muitos de seus líderes ao poder.
    8. A Líbia representou a luta pela paz, desenvolvimento e construção, ainda em curso. Convocou dezenas de encontros, organizou dezenas de iniciativas de mediação e reconciliação. Também investiu enormes somas em importantes projetos de desenvolvimento na maioria dos países do Continente.

 

Podemos continuar com mais detalhes, mas queremos dizer-lhes e ao Mundo que seus irmãos e irmãs líbios não podem aceitar se desassociar de seu continente, não importa o quanto tentem os inimigos da África.”

Dr. Salem Zubeidy

Movimento dos Comités Revolucionários da Líbia

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Tribos do Sul da Líbia em manifestação em apoio a Saif Al Islam Kadafi, janeiro de 2017

Muammar Kadafi, Fórum dos Reis da África

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Mulheres valentes da Líbia

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Tuaregues da Líbia

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Kadafi e Mandela

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Kadafi e Mugabe

 

Publicado por INTERNATIONALIST 360 ° em 21 de novembro de 2017

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